Encontrando-se a fazer a cobertura da 76.ª edição do Festival de Berlim (Berlinale), a equipa do Krino Ifilnova não pode deixar de demonstrar profundo desconforto e vontade de se distanciar das declarações do júri do festival em relação ao genocídio em ato na Palestina. Na sequência da pergunta do jornalista Tilo Jung, Wim Wenders, o presidente do júri, declarou: “We cannot really enter the field of politics. We have to stay out of politics” (https://www.youtube.com/watch?v=Mv1ZDOjJ5qg). Acreditamos, pelo contrário, que toda a arte e todo o cinema é político e sempre foi, assim como o silêncio não deixa de ser uma decisão política.
Em 1992, Gunter Demnig colocou a primeira pedra de tropeço em memória das vítimas do nacional-socialismo. Todas as vítimas de genocídio merecem uma pedra de tropeço. O cinema em que acreditamos e sobre o qual escrevemos tem de ser uma pedra de tropeço.
Estamos solidários com todas as lutas humanitárias e não podíamos deixar de esclarecer os nossos leitores nem ficar em silêncio enquanto acompanhamos o festival.
A equipa Krino Ifilnova
