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Críticas Estreias

O Perigo (Não) Mora ao Lado: o Deserto Mágico em La Misteriosa Mirada del Flamenco 

«O homem nasce livre, mas por toda a parte encontra-se acorrentado. Aquele que se julga senhor dos outros não deixa, por isso, de ser mais escravo do que eles.» Jean-Jacques Rosseau, in Du Contrat Social A liberdade – condição natural do ser humano – é convertida, pela dinâmica social, numa sucessão de prisões. Na sua […]

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Ensaios

Espero-te, Logo Amo-te: A Agonia do Desejo em Guadagnino

Nas formulações de Guadagnino, o desejo assume uma estrutura relacional: numa ânsia pelo Outro que ultrapassa a satisfação corporal, convoca-se estética e comunicação não verbal. A dar vida às narrativas que se seguem, ficamos a conhecer os créditos iniciais, nascidos de um bom gosto inegável. Em Call Me By Your Name (Guadagnino, 2017), temos os […]

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Omnia vincit amor: House of Strangers, de Joseph L. Mankiewicz

“Contra cada golpe mortal, desfira-se um novo golpe igualmente mortal!” (v. 415-416). Com estas palavras, o corifeu, porta-voz do coro, invoca as Moiras, filhas da Noite e entidades que determinam o destino humano, nas Coéforas, segunda parte da trilogia Oresteia. A trama é bem conhecida: ao regressar da Guerra de Troia, Agamémnon é assassinado pela […]

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Festivais de Cinema Il Cinema Ritrovato

“Com a cultura não se come”. O sucesso de Il Cinema Ritrovato

«Com a cultura não se come», costuma dizer-se em Itália. Ou seja, a cultura não é rentável, não gera riqueza nem rendimento. Este é um argumento frequentemente utilizado pelos políticos para justificar cortes no financiamento da escola, da universidade e, de forma mais geral, da cultura. Na realidade, trata-se de um argumento duplamente falacioso. Em […]

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Críticas Festivais de Cinema Indielisboa

Not so Mock after All – Punishment Park e outras semi-ficções

Admito que desperte no leitor alguma estranheza escrever sobre um filme de 1971, dada a quantidade de estreias e inéditos que encheram as sessões do IndieLisboa deste ano – mesmo já estando este texto fora desse alvoroço. Mas, antes que a desconfiança alimentada pela ansiedade do “novo” se instale – e, se no final ainda […]

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Festivais de Cinema Indielisboa

Fucktoys: cento e quarenta minutos de caos

Depois de uma semana intensa de histórias e partilhas, o IndieLisboa encerrou a sua programação com um dos filmes mais peculiares do ano: FuckToys. O filme integra-se na secção Boca do Inferno, um espaço dedicado essencialmente a propostas experimentais e a filmes de terror, que este ano contou com catorze filmes, divididos entre sete curtas […]

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21º IndieLisboa Festivais de Cinema Indielisboa

Artista é o Caralho – Comédia e metalinguagem apesar de tudo

Uma brisa doce-amarga atravessa alguns filmes deste ano da Competição Nacional do IndieLisboa. Entre Óculos de Sol Pretos, de Pedro Ramalhete, A Providência e a Guitarra, de João Nicolau, e Dois e um Gato, de Patrícia Saramago, sopra um gênero de comédia feita de histórias tristinhas, mas contadas por narradores espertinhos, em estado de graça, […]

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21º IndieLisboa Críticas Festivais de Cinema Indielisboa

A violência dos fetiches e a inocência do olhar: How to Catch a Butterfly e Honey, My Love, So Sweet

No que toca à competição internacional do IndieLisboa 2026 – Festival Internacional de Cinema, o grande prémio de curta-metragem EMEL foi para How to Catch a Butterfly (2026), de Kiriko Mechanicus. O primeiro documentário da cineasta holandesa-japonesa é uma obra ensaística na qual utiliza o seu próprio corpo e voz num gesto crítico. Deste modo, […]

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Festivais de Cinema Indielisboa

“O sertão não tem janelas nem portas” – Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha (2025)

Acompanhada por uma sanfona lenta, que dita o ritmo de um forró solitário e quase onírico, Maria Bethânia canta: “Tantas vezes eu soltei foguete, imaginando que você já vinha”. Numa clara paráfrase, Janaína Marques escolheu esse verso como título de seu primeiro longa-metragem, que imagina a possibilidade de um encontro para sempre adiado, desdobrando-se em […]

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76ª Berlinale (2026) Berlinale Festivais de Cinema

Graft Versus Host: pensar o cinema contemporâneo

Não é descabido dizer que os grandes festivais internacionais privilegiam propostas marcadas pela inovação e pela experimentação, sobretudo nas secções de curta-metragem, tradicionalmente mais abertas à emergência de novas linguagens. Se nas competições de longa-metragem se tende a valorizar a solidez formal e narrativa, no formato curto é frequentemente a dimensão autoral e a capacidade […]